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RUMO AOS 120 ANOS, será possível?

Redação Graciolimarço 1, 2024

Luciano Sabirá e Dr. Dr Aldrin Marshall

A medicina aliada à tecnologia tem promovido uma melhor expectativa de vida com foco na longevidade com qualidade de vida. Nada de sobreviver, o importante é viver. No relatório divulgado pela Help Age o melhor lugar para se viver na terceira idade é a Noruega e o pior é o Afeganistão. O Brasil ficou na quinquagésima oitava posição, atrás de vizinhos como Uruguai e Argentina.

Em plena década do envelhecimento saudável a Editora Hagnos lança o livro RUMO AOS 120 ANOS, do Dr. Aldrin Marshall e Luciano Subirá, onde aborda questões relacionadas à longevidade, combinando perspectivas bíblicas e científicas de forma a poder ser utilizado como um Guia Prático sobre como viver uma vida longa e saudável.

Para os autores, a tríade da saúde integrativa corpo, alma (mente) e espírito, estão interligados e são os pilares que mantém nossa vida em equilíbrio, um desafio cada vez mais difícil de superar.

O livro Rumo aos 120 anos tem 208 páginas de uma leitura fluida, agradável e repleta de revelações. A Campinas Café foi conversar com os autores, acompanhe.

RUMO AOS 120 ANOS
Capa do livro ‘RUMO AOS 120 ANOS’

 

ENTREVISTA:

Por Cristiane Gracioli.

  • O livro defende a conexão entre saúde, bem-estar e felicidade junto de lições bíblicas. Espiritualidade e fé mudam e melhoram nossa saúde física e mental?

John Wesley, fundador do Metodismo, é um exemplo notável da conexão entre saúde, bem-estar, fé e felicidade. Ele era conhecido por sua rotina disciplinada, que incluía correr cerca de 3 km por dia. Essa prática contribuía para sua saúde física e mental, proporcionando-lhe energia, disposição e clareza mental para realizar seu trabalho ministerial.

Além da prática de exercícios físicos, Wesley também priorizava:
  • Uma alimentação saudável: Ele evitava alimentos que considerava prejudiciais à saúde, como carne vermelha e bebidas alcoólicas.
  • Sono suficiente: Wesley dormia cerca de 6 horas por noite, o que era considerado bastante na época.
  • Momentos de oração e meditação: Ele dedicava tempo à leitura da Bíblia e à oração, buscando fortalecer sua fé e conexão com Deus.

A combinação desses fatores contribuiu para que Wesley vivesse uma vida longa, saudável e frutífera. Ele morreu aos 88 anos, tendo realizado um trabalho missionário extenso e impactante.

Evidências científicas:
Estudos científicos comprovam a relação entre fé, espiritualidade e saúde:
  • Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) em 2019 concluiu que a frequência de cultos religiosos está associada a um menor risco de mortalidade por todas as causas.
  • Uma pesquisa publicada no Journal of Gerontology: Psychological Sciences em 2020 mostrou que a religiosidade pode proteger contra o declínio cognitivo em adultos mais velhos.
  • Um estudo publicado no Journal of Happiness Studies em 2021 encontrou uma associação positiva entre felicidade e saúde mental, incluindo menor risco de depressão e ansiedade.
Mecanismos de ação:
A fé e a espiritualidade podem proporcionar:
  • Senso de propósito e significado na vida: Saber que somos parte de algo maior que nós mesmos pode nos dar um senso de propósito e significado, o que contribui para o bem-estar mental.
  • Apoio social e conexão com uma comunidade: Fazer parte de uma comunidade religiosa pode oferecer apoio social e fortalecer os laços com outras pessoas, o que é importante para a saúde mental e física.
  • Práticas que promovem relaxamento e bem-estar: A fé e a espiritualidade podem levar à prática de atividades como meditação e oração, que promovem o relaxamento e o bem-estar.
  • Resiliência para lidar com estresse e desafios: A fé pode fornecer força e esperança para lidar com os desafios da vida, promovendo resiliência e bem-estar mental.
  • Quanto o estresse e a falta de entendimento espiritual têm relação entre si?

A relação entre estresse e espiritualidade tem sido objeto de estudo por diversas pesquisas científicas. Um estudo publicado no Journal of Religion and Health em 2018 concluiu que a espiritualidade pode ser um fator de proteção contra o estresse. O estudo envolveu mais de 1.500 adultos e os resultados mostraram que aqueles que relataram ter uma vida espiritual mais forte apresentaram menores níveis de estresse.

Outro estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology em 2019 encontrou uma relação entre fé e resiliência. O estudo envolveu mais de 4.000 adultos e os resultados mostraram que aqueles que relataram ter uma fé mais forte eram mais resilientes ao estresse.

A espiritualidade pode ajudar a reduzir o estresse de várias maneiras:
  • Proporcionando um senso de propósito e significado na vida.
  • Oferecendo apoio social e conexão com uma comunidade.
  • Promovendo práticas que relaxam e acalmam a mente, como meditação e oração.
  • Ajudando a lidar com o medo do desconhecido e da morte.
  • Oferecendo perdão e redenção.
  • Sobre estresse e até mesmo a saúde mental, o livro traz uma frase impactante: “Jesus não vivia com ansiedade, Ele vivia com intensidade”, mas como alcançar tamanha sabedoria?

Alcançar a sabedoria de Jesus significa seguir seus passos e buscar ser como ele. Tiago 1:22 nos diz: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos.” Romanos 8:29 nos diz: “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”

Práticas para alcançar a sabedoria de Jesus:
  • Cultivar uma vida de fé e oração: Tiago 1:22 nos convida a sermos praticantes da palavra, não apenas ouvintes. Isso significa ter uma fé viva e ativa, que se manifesta em nossas ações e pensamentos. A oração é um canal de comunicação com Deus e nos ajuda a fortalecer nossa fé.
  • Ler e meditar na Bíblia: A Bíblia é a palavra de Deus e nos revela seus ensinamentos e sua vontade para nossas vidas. Ler e meditar na Bíblia nos ajuda a conhecer melhor Jesus e seus ensinamentos.
  • Praticar a compaixão e o amor ao próximo: Jesus ensinou que o maior mandamento é amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Praticar a compaixão e o amor ao próximo nos ajuda a sermos mais semelhantes a Jesus.
  • Perdoar os outros e a si mesmo: Jesus ensinou a importância do perdão. Perdoar os outros e a si mesmo nos liberta do ressentimento e da amargura, nos aproximando da paz e da sabedoria de Jesus.
  • Viver com gratidão e alegria: A gratidão nos ajuda a reconhecer as bênçãos que Deus nos concede. A alegria é um fruto do Espírito Santo e nos ajuda a viver com mais leveza e esperança.
  • Praticar a meditação e o silêncio: A meditação e o silêncio nos ajudam a aquietar a mente e a conectar-nos com Deus.
  • Servir ao próximo: Servir ao próximo é uma forma de colocar em prática o amor e a compaixão.
  • Estar em comunidade: Estar em comunidade com outros cristãos nos ajuda a crescer na fé e a receber apoio mútuo.
  • Sentimentos como medo, ódio, culpa e inferioridade são descritos no livro como raízes de iniquidade. Como cada um interfere na saúde e, consequentemente, longevidade?

Imagine um filhote de elefante preso a uma estaca de madeira por uma grossa corrente. O animal, ainda jovem e cheio de energia, tenta se libertar, mas a corrente é forte demais. Ele chuta, puxa e se esforça, mas nada adianta. Com o tempo, o elefante aprende que seus esforços são inúteis e desiste de tentar se libertar. Embora a corrente física tenha sido removida, o elefante agora carrega consigo uma corrente emocional. Ele internalizou a crença de que é impotente e incapaz de se libertar. A história do filhote de elefante é um paralelo com o impacto dos sentimentos negativos na saúde humana. Sentimentos como medo, ódio, culpa e inferioridade podem nos prender em um estado de impotência e desesperança. Quando internalizamos esses sentimentos, eles podem prejudicar nossa saúde física e mental.

Luciano Sabirá e Dr. Dr Aldrin Marshall
Os autores Luciano Sabirá e Dr. Dr Aldrin Marshall. (Foto: Metanóia Saúde)
Mecanismos de ação:
  • Aumento do cortisol: Sentimentos negativos podem aumentar os níveis de cortisol, o “hormônio do estresse”, no corpo. O cortisol pode levar a aumento da pressão arterial, diminuição da função imunológica, dificuldades de sono e o aumento do risco de doenças cardíacas.
  • Inflamação crônica: O estresse crônico pode levar à inflamação crônica, que pode aumentar o risco de doenças como diabetes, artrite e câncer.
  • Alterações no sono e no apetite: Sentimentos negativos podem afetar o sono e o apetite, o que pode levar a problemas de saúde como obesidade e distúrbios do sono.
  • No capítulo “Mudanças são Necessárias” existe uma forte recomendação contra a hábito de murmurar, como virar essa chave?

Essa prática, que se caracteriza por reclamar constantemente das situações e pessoas ao nosso redor, pode ser extremamente prejudicial à nossa saúde mental e espiritual. Você se lembra do personagem Hardy, do desenho animado “Lippy e Hardy”, é um exemplo clássico de alguém que vive murmurando: Oh Céus! Oh Vida! Oh Azar! Eu sei que não vai dar certo! Essa atitude negativa o torna uma pessoa desagradável e o impede de aproveitar as coisas boas da vida. Ao contrário de Hardy, podemos escolher cultivar uma atitude positiva e grata. Superar a murmuração pode ser desafiador, mas não impossível. As dicas a seguir podem te ajudar a virar a chave e cultivar uma atitude mais positiva:

  • Conscientização: O primeiro passo é reconhecer o hábito de murmurar. Preste atenção aos seus pensamentos e palavras. Você se pega reclamando frequentemente? Perceba como isso te faz sentir.
  • Substituindo pensamentos negativos: Ao identificar pensamentos negativos, faça um esforço consciente para substituí-los por pensamentos positivos. Foque no que você tem a agradecer, em vez de se concentrar no que te falta.
  • Praticando a gratidão: A gratidão é um antídoto poderoso contra a murmuração. Reserve alguns minutos por dia para listar as coisas pelas quais você é grato. Isso te ajudará a ter uma perspectiva mais positiva da vida.
  • Compartilhando seus sentimentos: Falar com alguém de confiança sobre seus sentimentos pode ser um grande alívio. Compartilhe suas frustrações e preocupações com um amigo, familiar, pastor ou outro profissional.
  • Buscando ajuda profissional: Se a murmuração estiver te causando grande sofrimento e interferindo em sua vida, considere buscar ajuda profissional. Um psicólogo ou terapeuta pode te auxiliar a lidar com pensamentos negativos e desenvolver mecanismos de enfrentamento mais saudáveis.
  • A Ansiedade merece um capítulo inteiro. Por onde começar a ajustar essa confusão que as pessoas não percebem que estão vivendo? Qual a ideia em trazer personagens bíblicos para a nossa rotina quase dois mil anos depois?

A combinação de ansiedade e depressão pode criar um ciclo vicioso, levando a uma vida de sobrevivência. As pessoas neste ciclo podem se sentir tão preocupadas com o futuro e possíveis erros que se tornam incapazes de assumir riscos ou compromissos. Elas também podem se sentir tão desmotivadas e cansadas que se contentam em apenas sobreviver, sem buscar sucesso ou realização pessoal.

Portanto, é essencial a adoção de medidas e programas específicos que visem à diminuição e à prevenção dos transtornos psíquicos.

Para quebrar este ciclo, é necessário reconhecer o transtorno mental e buscar ajuda. O tratamento pode incluir terapia, medicamentos ou ambos.

Além do tratamento profissional, existem algumas coisas que você pode fazer para ajudar a quebrar o ciclo vicioso:
  • Corpo: cuide da sua saúde física. Dormir o suficiente, comer alimentos saudáveis, praticar exercícios regularmente e técnicas de relaxamento como a meditação e a respiração profunda podem ajudar a reduzir o estresse e melhorar o seu humor.
  • Alma: transforme sua mente segundo o padrão do Senhor (mente de Cristo) como ordena Romanos 12.2 (Não se conformem com este mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.) e reestruture seus pensamentos com o filtro de Filipenses 4:8 “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.”
  • Espírito: Nosso exemplo de vida é o Senhor Jesus, que nos ensinou a dar atenção ao presente, não ao futuro: não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal (Mt 6.34). O apóstolo Paulo aconselhou-nos a nos esquecer das coisas que atrás ficam (Fp 3.13), referindo-se ao passado. Disciplinas espirituais como orar, ler a Bíblia, participar de uma comunidade cristã, perdoar os outros e ser grato oferecem orientação, conforto, apoio, encorajamento, e ajudam a liberar amargura e ressentimento, contribuindo para a quebra do ciclo vicioso da ansiedade e depressão.

Dr. Aldrin Marshall – é médico pela Universidade Federal de Santa Catarina e pós graduado em Medicina Bioquímica e Prática Ortomolecular e Nutrologia. Pós-Graduação em Pediatria pela Universidade Estadual de Londrina com especialização pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Pós – Graduação em Oncologia Integrativa – FAPES (Fundação de Apoio à Pesquisa e Estudo na Área de Saúde) – Oncologia Integrativa. Em parceria com sua esposa Cristiana Toledo, o casal dirige o Projeto Metanoia Saúde. Cristiana é educadora física e pós-graduada em Coordenação Educacional, https://www.metanoiasaude.com.br/

Luciano Subirá – é o responsável pelo Orvalho.com, um ministério de ensino bíblico que serve ao Corpo de Cristo. Um dos líderes religiosos mais influentes do país e autor de best-sellers: A Cultura do Jejum; Até que nada mais importe e De Todo o Coração – pela Editora Hagnos. Suas obras já chegaram a 1 milhão de cópias vendidas.  É pastor da Comunidade Alcance em Curitiba – PR. É marido de Kelly e pai de Israel e Lissa. 

 

https://www.orvalho.com/

 

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